Análise do comportamento;
Análise experimental do comportamento;
Filosofia do comportamento (Behaviorismo).

 

Uma ciência que define um campo de estudo, uma disciplina e uma prática, é possível? Sim! Trata-se de ABA, ciência constituinte da Análise do Comportamento.

Os campos de estudo em ABA englobam a disciplina e a prática, sendo a prática voltada para a prestação de serviços oferecidos por analistas do comportamento e como disciplina abarca uma filosofia, o Behaviorismo radical e também duas outras ciências (EAB: Análise Experimental do Comportamento e ABA: Análise Aplicada do Comportamento).

O termo em inglês ainda confunde muita gente, pelo menos aqui no Brasil, já que nos EUA, por exemplo, ABA é aplicada com vários propósitos. Os procedimentos em ABA são responsáveis por ganhos socialmente significativos na vida de indivíduos em todo o mundo.

A ABA defende uma abordagem sistemática que atua na compreensão do comportamento de interesse social. Foram muitos os teóricos que se aprofundaram em ABA, dentre eles: Edward Thorndike, Ivan Pavlov, John Watson. B. F. Skinner.

Nos idos de 1968, Baer, Wolf e Risley definiram características da pesquisa em ABA, as chamadas dimensões da análise do comportamento aplicada. São elas: Aplicada, comportamental, analítica, tecnológica, conceitualmente sistemática, eficaz e generalizável.

  • Aplicada: o assunto representa importância para o indivíduo, comunidade e para a sociedade.
  • Comportamental: é observável, objetivamente definido e mensurável.
  • Analítica: de demonstração verossímil de que a intervenção ou variável independente, é a única responsável pelas mudanças no comportamento, ou a variável dependente.
  • Tecnológica: é tecnológica quando os procedimentos são descritos completamente para permitir a possibilidade de replicação.
  • Conceitualmente Sistemática: para que seja conceitualmente sistemática são necessárias descrições de intervenções e mudanças no comportamento que se alinham com os princípios relevantes da Análise do Comportamento.
  • Eficaz: A pesquisa é eficaz quando apresenta valor prático e significativo
  • Generalizável:  é demonstrada quando os resultados são duradouros e acontecem em diferentes contextos.

A Validade Social é também de suma importância e envolve três fatores: a importância dos itens selecionados; a adequação dos procedimentos utilizados e a importância dos efeitos demonstrados. (Wolf, 1978). As medidas de validade social combinadas com medidas objetivas permitem aos pesquisadores e profissionais mensurar a eficácia e a aceitabilidade social das intervenções. E aí nos lembramos de W.E. Deming: “Em Deus nós confiamos, todos os outros devem trazer dados”.

Não é tão simples explicar a aplicação para quem não conhece a ciência, mas vale a tentativa: no início dos estudos sobre análise do comportamento a mesma estava praticamente vinculada apenas à Psicologia, mas encontramos muitos analistas do comportamento que não são psicólogos. Mas o que é realmente importante entender é que os atendimentos ou tratamentos fundamentados na ciência ABA são individualizados, o que é incrível, pois, os sujeitos a serem tratados são ÚNICOS e que com base na função do comportamento e em evidências, consultando dados e resultados constantemente, os profissionais podem alcançar resultados notáveis em crianças com autismo, por exemplo, uma das áreas em que ABA é bastante eficaz.

O reforço é um princípio importante que traz uma mudança efetiva no comportamento. É amplamente aplicado na ABA , esse princípio molda a forma como todos nós nos comportamos diariamente.
O reforço envolve consequências que fortalecem o comportamento. O que isso significa? Significa que há probabilidade desse comportamento se repetir no futuro.
Em ABA positivo e negativo não significam bom e mau. Isso dito, entendamos reforço positivo e reforço negativo: trata-se de adicionar e retirar. Tanto o reforço positivo quanto o negativo aumentam a probabilidade de o indivíduo dar a mesma resposta no futuro. Por meio de uma combinação de aprendizado e contato com reforço, todos nós aprendemos a fazer coisas que nos permitem entrar em contato com coisas que gostamos e evitar coisas que não gostamos.
O reforço molda a forma como todos nós nos comportamos. É o centro de todos os programas ABA e é usado em todos os programas de mudança de comportamento.
Quer saber mais sobre tipos de reforços em ABA? Veja nosso infográfico sobre reforço diferencial.

 

 

 

Menos subjetividade, mais comunicação

Por Sandra Paro

Menos subjetividade e mais comunicação é disso que a sua criança precisa. Quantas vezes as crianças sequer entendem o que estamos falando? Já parou para pensar que você pode estar sabotando a comunicação com sua criança?

Na obra “Já tentei de tudo”, Filliozat lembra que dizer “pare” é melhor do que dizer “não” e complementa: “Quando você diz “não”, normalmente utiliza um tom de crítica e franze as sobrancelhas, enquanto ao dizer “pare” você abre os olhos e o tom é imperativo sem ser crítico. ”

Para os pais os limites parecem ser evidentes, mas para a criança é diferente. Com um aninho uma criança não é capaz de entender claramente e respeitar o conceito de regra.

Dar dicas físicas à criança e redirecioná-la na sua ação podem ser alternativas eficazes nessa idade. Quando é mostrado a ela como ela deve fazer, há aprendizagem e você e a criança ficam satisfeitos.

Em tenra idade as regras não representam ligação concreta com os atos e por isso, você talvez se engane e diga impropérios “criança geniosa”, “saiu ao Pai”, ou “puxou a mãe”, perceba o porquê ela não compreende regras:

  • Ela não entende o conceito e nem aas generalizações;
  • A criança não consegue guardar as palavras na memória, mesmo que ela já as entenda, se você quiser que a criança aja, terá que dar um comando por vez;
  • A negação não é processada de modo correto, proibição e instrução podem ser confundidas.

Ao indicar o que a criança pode no lugar do que você não quer que ela faça você simplificará a vida da sua criança e a sua também.

A obra pode ajudar a nos lembrar que nem sempre estamos sendo claros em nossa comunicação. Vale a leitura, um exercício de alteridade.

ABA+ Inteligência Afetiva

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